JUSTIÇA CEGA!
"Três taxistas foram detidos esta madrugada pela Inspecção-geral das Actividades Económicas (IGAE) por praticarem preços acima do tabelado no transporte de passageiros entre o Aeroporto da Portela, em Lisboa, e hotéis no centro da cidade."
in Público.
Por amor de Deus! Como se isso fosse possível!...
Caeiro, também aqui, é o mestre. Este blogue é mantido por Possidónio Cachapa e todos os que acham por bem participar. A blogar desde 2003.
30 de junho de 2004
UM MUNDO PERFEITO
Como se dizia nos já citados "Anjos na América", há os que acreditam que o mundo pode ser aperfeiçodao e até, quem sabe, atingir a harmonia total, e os outros. Os que aceitam que o mundo não tem conserto e que vivem bem com isso.
Considero-me entre os primeiros. Com a incapacidade de não ver, dos segundos. O que dói é isto, ver que o mundo é como cada um de nós - imperfeito, comprazendo-se nos próprios erros - e ao mesmo tempo, achar que se "eu" me esforçar as coisas melhorarão. Esta bipolaridade não passa, provavelmente, da incapacidade em aceitar um universo sem deuses.
Como se dizia nos já citados "Anjos na América", há os que acreditam que o mundo pode ser aperfeiçodao e até, quem sabe, atingir a harmonia total, e os outros. Os que aceitam que o mundo não tem conserto e que vivem bem com isso.
Considero-me entre os primeiros. Com a incapacidade de não ver, dos segundos. O que dói é isto, ver que o mundo é como cada um de nós - imperfeito, comprazendo-se nos próprios erros - e ao mesmo tempo, achar que se "eu" me esforçar as coisas melhorarão. Esta bipolaridade não passa, provavelmente, da incapacidade em aceitar um universo sem deuses.
29 de junho de 2004
EU É QUE SOU O PIOR!
"Os três jovens arquitectos processados em 2002 por Tomás Taveira num processo sobre a autoria de cinco obras de arquitectura dos anos 60 e 70 foram absolvidos de todas as acusações." Público.
Foi assim afastada a pretensão do celebrado autor da Casa de Banho XXI, de ser dele o assassinato de alguns edifícios, como o edifício Castil. Já no caso de Albufeira foi difícil de deslindar, uma vez que os investigadores do Ministérios tiveram de ir 3 vezes ao local, desmaiando sempre.
"Se é uma construção de merda, com muita cor, então é MINHA!", argumentou o brilhante, arquitecto (por assim dizer).
Infelizmente, perdeu, de nada lhe valendo afirmar que "tinha tudo filmado".
"Os três jovens arquitectos processados em 2002 por Tomás Taveira num processo sobre a autoria de cinco obras de arquitectura dos anos 60 e 70 foram absolvidos de todas as acusações." Público.
Foi assim afastada a pretensão do celebrado autor da Casa de Banho XXI, de ser dele o assassinato de alguns edifícios, como o edifício Castil. Já no caso de Albufeira foi difícil de deslindar, uma vez que os investigadores do Ministérios tiveram de ir 3 vezes ao local, desmaiando sempre.
"Se é uma construção de merda, com muita cor, então é MINHA!", argumentou o brilhante, arquitecto (por assim dizer).
Infelizmente, perdeu, de nada lhe valendo afirmar que "tinha tudo filmado".
BAH!
Vou poupar o meu (fraco) latim, por uns tempos, no caso da feliz partida do nosso amigo Durão e da provável aterragem do nada ambicioso Santana.
As bases do PSD parecem estar satisfeitas com a visão da brilhantina; pela província fora várias mulheres já me confidenciaram "não ser mau", como quem estivesse a aprovar a entrada do Brad Pitt para Presidente. Por isso, talvez uma parte do país mereça mesmo levar com este incompetente e suas muchachas...
Vou-me concentrar no acto de inventar. Histórias de preferência. Formas de pagar a renda, se a crise não for para Bruxelas...
Vou poupar o meu (fraco) latim, por uns tempos, no caso da feliz partida do nosso amigo Durão e da provável aterragem do nada ambicioso Santana.
As bases do PSD parecem estar satisfeitas com a visão da brilhantina; pela província fora várias mulheres já me confidenciaram "não ser mau", como quem estivesse a aprovar a entrada do Brad Pitt para Presidente. Por isso, talvez uma parte do país mereça mesmo levar com este incompetente e suas muchachas...
Vou-me concentrar no acto de inventar. Histórias de preferência. Formas de pagar a renda, se a crise não for para Bruxelas...
28 de junho de 2004
26 de junho de 2004
O TEMPO DE PENSAR E DE AGIR
Enquanto o Presidente pensa, com a sua fleuma característica, uma manifestação toma forma: amanhã às 19 h em frente a Belém.
Contra a hipótese Santanal, pois claro.
Eu estarei lá.Seja lá quem for que organize.
E no fim, ainda comerei um pastelinho de consciência mais tranquila.
Enquanto o Presidente pensa, com a sua fleuma característica, uma manifestação toma forma: amanhã às 19 h em frente a Belém.
Contra a hipótese Santanal, pois claro.
Eu estarei lá.Seja lá quem for que organize.
E no fim, ainda comerei um pastelinho de consciência mais tranquila.
ROCKODROMO
Preparava-me eu para comentar o último disparate do presidente da C. de Lisboa, Pedro S. Lopes, quando a notícia ou o rumor dela me entrou pela sala dentro.
Ficou assim relegado o nojo da ideia da conversão do Cinema S. Jorge em "rockodromo" (????). Depois do Condes ter passado a Hard Rock Cafe, o executivo camarário tem a brilhante ideia de estourar o erário municipal numa coisa com muita cor,muita música, muita argola... em resumo: pasto para as santanetes.
O cimo da Av. da Liberdade arrisca-se assim, a transformar-se numa zona de destroços encimada pelo Buraco do Marquês.
Mas a tomada de assalto, ou de bandeja, desta criatura à cabeça do governo do meu país, não sendo surpreendente, é de mais para a minha paciência.
Santana Lopes representa o pior do PSD, já o disse, aqui, e repito. É o chefe das argoletas e dos ambiciosos que descansam de camisinha GANT e sapatinho de vela (caro). É a figura que toma a ostentação e o novo-riquismo como um valor nacional. E isso, ninguém de bom senso neste país pode suportar.
Com todos os defeitos (nomeadamente o de aturarem por interesse os Catilinas do PP), houve medidas que, apesar de duras, me pareceram justas. Morais Sarmento enfrentou a RTP (com resultados insuficientes, é certo, mas para obter melhor teria de ser especialista em Oncologia) Ferreira Leite lá veio passar a mensagem de que quando não há dinheiro não há palhaço e por aí fora. Claro que a área da Cultura, como se esperava, despareceu no éter. Mas ainda assim houve uma energia decisora que serviu de contraponto ao marasmo a que o PS nos tinha habituado. Enfim... Não era mau de todo.
Agora, trazer este... este... Shrek com brilhantina não é uma proposta: é um crime.
Não admira que o primeiro apoiante tenha sido o burgesso da madeira.
Façam como quiserem. Mas contem comigo em tudo o que for manifestação: da anacrónica CGTP à marcha das Mulheres Desempregadas.
O Nietzshe tinha razão: Deus morreu.
Preparava-me eu para comentar o último disparate do presidente da C. de Lisboa, Pedro S. Lopes, quando a notícia ou o rumor dela me entrou pela sala dentro.
Ficou assim relegado o nojo da ideia da conversão do Cinema S. Jorge em "rockodromo" (????). Depois do Condes ter passado a Hard Rock Cafe, o executivo camarário tem a brilhante ideia de estourar o erário municipal numa coisa com muita cor,muita música, muita argola... em resumo: pasto para as santanetes.
O cimo da Av. da Liberdade arrisca-se assim, a transformar-se numa zona de destroços encimada pelo Buraco do Marquês.
Mas a tomada de assalto, ou de bandeja, desta criatura à cabeça do governo do meu país, não sendo surpreendente, é de mais para a minha paciência.
Santana Lopes representa o pior do PSD, já o disse, aqui, e repito. É o chefe das argoletas e dos ambiciosos que descansam de camisinha GANT e sapatinho de vela (caro). É a figura que toma a ostentação e o novo-riquismo como um valor nacional. E isso, ninguém de bom senso neste país pode suportar.
Com todos os defeitos (nomeadamente o de aturarem por interesse os Catilinas do PP), houve medidas que, apesar de duras, me pareceram justas. Morais Sarmento enfrentou a RTP (com resultados insuficientes, é certo, mas para obter melhor teria de ser especialista em Oncologia) Ferreira Leite lá veio passar a mensagem de que quando não há dinheiro não há palhaço e por aí fora. Claro que a área da Cultura, como se esperava, despareceu no éter. Mas ainda assim houve uma energia decisora que serviu de contraponto ao marasmo a que o PS nos tinha habituado. Enfim... Não era mau de todo.
Agora, trazer este... este... Shrek com brilhantina não é uma proposta: é um crime.
Não admira que o primeiro apoiante tenha sido o burgesso da madeira.
Façam como quiserem. Mas contem comigo em tudo o que for manifestação: da anacrónica CGTP à marcha das Mulheres Desempregadas.
O Nietzshe tinha razão: Deus morreu.
25 de junho de 2004
ONDE É QUE VOCÊ ESTAVA NO JOGO PORTUGAL-INGLATERRA?
De vez em quando, na nossa história pessoal, damos connosco rodeados de milhares de pessoas que expressam o mesmo sentimento.
Os mais novos não poderão compreender o que foi nas ruas o 1º de Maio. Como os filhos não compreenderão o que os levará a falar da noite de ontem como um momento em que saíram à rua porque a casa era pequena para a sua alegria. Exagero? Será, mas é de emoções directas que Portugal está a necessitar para levantar voo da apatia.
Esta, serve.
ps: eu estive no Marquês de Pombal e vi homens que trepavam estátuas gigantes.
De vez em quando, na nossa história pessoal, damos connosco rodeados de milhares de pessoas que expressam o mesmo sentimento.
Os mais novos não poderão compreender o que foi nas ruas o 1º de Maio. Como os filhos não compreenderão o que os levará a falar da noite de ontem como um momento em que saíram à rua porque a casa era pequena para a sua alegria. Exagero? Será, mas é de emoções directas que Portugal está a necessitar para levantar voo da apatia.
Esta, serve.
ps: eu estive no Marquês de Pombal e vi homens que trepavam estátuas gigantes.
24 de junho de 2004
VERÃO. COMO DIRIA O CEGO
Há manhãs como esta, cinzentas e esquisitas, em que as vozes das pessoas nos chegam abafadas da rua e o barulho dos carros (constante, sempre constante)não deixa entrar a luz em casa. Há manhãs em que o corpo ainda não acordou e já se está a vestir para ir cumprir um ritual monótono que nos consumirá a pouca energia que conseguimos apanhar do chão.
E mesmo assim temos sorte. Como um domador que decidiu viver no circo e todas as semanas é obrigado a limpar a jaula e ajudar a desmontar a tenda. Os pesados ferros da tenda.
Vivemos na esperança do vento da estrada.
Há manhãs como esta, cinzentas e esquisitas, em que as vozes das pessoas nos chegam abafadas da rua e o barulho dos carros (constante, sempre constante)não deixa entrar a luz em casa. Há manhãs em que o corpo ainda não acordou e já se está a vestir para ir cumprir um ritual monótono que nos consumirá a pouca energia que conseguimos apanhar do chão.
E mesmo assim temos sorte. Como um domador que decidiu viver no circo e todas as semanas é obrigado a limpar a jaula e ajudar a desmontar a tenda. Os pesados ferros da tenda.
Vivemos na esperança do vento da estrada.
23 de junho de 2004
TRANSPORTEM-ME DAQUI PARA FORA 2
As empresas de transporte de Lisboa resolveram convocar greves conjuntas para 24 e 30 de Junho e ainda para 4 de Julho.
Por uma coincidência inesperada calha mesmo nos dias do jogo Portugal-Inglaterra, das Meias-Finais e da Final.
Onde se prova que a malandragem que finge que trabalha nestas empresas, afinal não é mal intencionada. Aposto como à hora das transmissões estarão todos na rua a manifestarem-se pela manutenção dos seus privilégios.
Não me desapontem, meus senhores...!
As empresas de transporte de Lisboa resolveram convocar greves conjuntas para 24 e 30 de Junho e ainda para 4 de Julho.
Por uma coincidência inesperada calha mesmo nos dias do jogo Portugal-Inglaterra, das Meias-Finais e da Final.
Onde se prova que a malandragem que finge que trabalha nestas empresas, afinal não é mal intencionada. Aposto como à hora das transmissões estarão todos na rua a manifestarem-se pela manutenção dos seus privilégios.
Não me desapontem, meus senhores...!
TRANSPORTEM-ME DAQUI PARA FORA 1
"O Conselho de Ministros deverá(...) aprovar a reestruturação do sistema de transportes públicos em Lisboa, que prevê a discriminação do preço do passe social em função do rendimento do utente".
Ora até que enfim! Enquanto utente, choca-me ver tantas pessoas vestidas de Gucci e Armani a acotovelarem-se na fila do 74. Só ministros e famílias são aos montes.
Este ano, se quiserem ir na Rodoviária para a Caparica já vão pagar mais.
Uma das medidas mais inteligentes e favoráveis a quem anda sempre de autocarro, já tomadas!
"O Conselho de Ministros deverá(...) aprovar a reestruturação do sistema de transportes públicos em Lisboa, que prevê a discriminação do preço do passe social em função do rendimento do utente".
Ora até que enfim! Enquanto utente, choca-me ver tantas pessoas vestidas de Gucci e Armani a acotovelarem-se na fila do 74. Só ministros e famílias são aos montes.
Este ano, se quiserem ir na Rodoviária para a Caparica já vão pagar mais.
Uma das medidas mais inteligentes e favoráveis a quem anda sempre de autocarro, já tomadas!
22 de junho de 2004
PERGUNTO EU
O país está feliz e mobilizadíssimo. O melhor e o pior são visíveis na cara dos portugueses. Ao ver as pessoas que saltavam com o coração na boca e a frase "Somos os máiores", pudemos assistir à partida das caravelas para a Índia e para os Brasis.
Povo, políticos, artistas e vendedoras de pão no Corte Inglês, falam apenas de uma coisa e estão dispostos a fazer o que for preciso para que essa coisa se concretize.
Não seria possível, utilizar essa mesma capacidade de empenho e motivação para causas úteis; algo que fizesse o país sair da mediocridade em que patinha resignado? Sim, europeu é giro e assim..., mas aquilo que projecta os países e a Humanidade será passível de ser igualmente accionado? Mesmo sem bola...?
Pergunto eu...
O país está feliz e mobilizadíssimo. O melhor e o pior são visíveis na cara dos portugueses. Ao ver as pessoas que saltavam com o coração na boca e a frase "Somos os máiores", pudemos assistir à partida das caravelas para a Índia e para os Brasis.
Povo, políticos, artistas e vendedoras de pão no Corte Inglês, falam apenas de uma coisa e estão dispostos a fazer o que for preciso para que essa coisa se concretize.
Não seria possível, utilizar essa mesma capacidade de empenho e motivação para causas úteis; algo que fizesse o país sair da mediocridade em que patinha resignado? Sim, europeu é giro e assim..., mas aquilo que projecta os países e a Humanidade será passível de ser igualmente accionado? Mesmo sem bola...?
Pergunto eu...
21 de junho de 2004
MEA CULPA?
Na tv, uma mãe ansiosa, fala da 11ª exposição de pintura do seu filho. Autista. De 7 anos.
Apesar de "ter dificuldade em reconhecer as temáticas", conseguiu identificar numa série de quadros Luís de Camões e Os Lusíadas. Nesta parte, o Goucha ficou perplexo e tentou saber onde diabo teria o miúdo tomado conhecimento com o poeta imortal... A mãe não desarmou: havia "dois livros grossos sobre os descobrimentos" a segurar a pilha de telas. Além das caravelas que se avistam em "Pocahontas".
Se não fosse trágico, o discurso irrealista da senhora seria patético.
Assim, só nos resta reflectir sobre a forma como encaramos a deficiência e, no caso particularmente complicado do autismo, a forma como se lida com o sentimento de culpa.
Na tv, uma mãe ansiosa, fala da 11ª exposição de pintura do seu filho. Autista. De 7 anos.
Apesar de "ter dificuldade em reconhecer as temáticas", conseguiu identificar numa série de quadros Luís de Camões e Os Lusíadas. Nesta parte, o Goucha ficou perplexo e tentou saber onde diabo teria o miúdo tomado conhecimento com o poeta imortal... A mãe não desarmou: havia "dois livros grossos sobre os descobrimentos" a segurar a pilha de telas. Além das caravelas que se avistam em "Pocahontas".
Se não fosse trágico, o discurso irrealista da senhora seria patético.
Assim, só nos resta reflectir sobre a forma como encaramos a deficiência e, no caso particularmente complicado do autismo, a forma como se lida com o sentimento de culpa.
HORA DE DORMIR
O país já gritou, contente. Por um dia, ou talvez mais, o primeiro-ministro vai suspirar de alívio: os portugueses acham-se mais estimáveis.
O trabalho aguarda depois do sono. A escrita das coisas desejadas terá de esperar, enquanto cavo na horta da calçada as batatas da renda.
Amanhã vou achar-me mais gordo. Ainda menos jovem do que hoje. Um dia a menos para a morte. Mas será por ainda ser cedo e a casa de banho não ter luz natural. É natural.
Os jornais vão falar de coisas que lhes parecem, hoje, importantes. Nenhum falará do céu, do mar ou das plantas, que permanecerão depois de nós desaparecermos.
Ou talvez sim. Os jornais falam pelos cotovelos.
O país já gritou, contente. Por um dia, ou talvez mais, o primeiro-ministro vai suspirar de alívio: os portugueses acham-se mais estimáveis.
O trabalho aguarda depois do sono. A escrita das coisas desejadas terá de esperar, enquanto cavo na horta da calçada as batatas da renda.
Amanhã vou achar-me mais gordo. Ainda menos jovem do que hoje. Um dia a menos para a morte. Mas será por ainda ser cedo e a casa de banho não ter luz natural. É natural.
Os jornais vão falar de coisas que lhes parecem, hoje, importantes. Nenhum falará do céu, do mar ou das plantas, que permanecerão depois de nós desaparecermos.
Ou talvez sim. Os jornais falam pelos cotovelos.
18 de junho de 2004
BREVES (QUE ESTOU ATRASADO)
Estou de saída para a SCRIPT RUN. Durante 24 horas, 20 equipas de argumentistas terão de chegar ao guião final de uma curta metragem, seguindo os passos de uma metodologia sensata. Vou acompanhar, dando o meu melhor, para que eles criem filmes capazes de levar bola preta no Público...
No eléctrico 28, uma mulher decidiu entrar com uma cadelinha ao colo (não era tão pequena como isso, mas levava trela e ia ao colo). O azar foi o guarda-freio estar a entrar de turno e de ter sido admoestado pelo colega que levava o carro de "ser um fraco e de baixar as calças" diante dos problemas. Vá do homem embirrar com o cão e de querer pô-lo (a) e à dona na rua. Esta recusou-se invocando a lei. No eléctrico, as opiniões dividiam-se sendo a mais ouvida a de um jovem africano, que estava na hora de almoço e cheio de fome. E a de um reformado enérgico que berrava pedindo o número do decreto-lei e a explusão canídea. Quinze minutos e uma fila de carros depois, o polícia castigador ainda não tinha aparecido. Fui a pé para casa, mas suponho ter sido mais um exemplo do rigor maravilhoso de um funcionário diligente ("E se ele fizer porcarias é a senhora que vai limpar? Hã'!").
ps: se alguém souber o que diz a lei sobre o transporte de animais nos eléctricos, esclareça-me, já agora.
Ontem estive em tertúlia, para os lados de Santos. A coisa não correu mal. Lá fui encostado à parede com a acusação subentendida de que era impossível não escrever para o público "caso contrário não publicaria". Como se o acto de escrever se compadecesse com os destinos vulgares da coisa impressa. Enfim, opiniões.
Estou de saída para a SCRIPT RUN. Durante 24 horas, 20 equipas de argumentistas terão de chegar ao guião final de uma curta metragem, seguindo os passos de uma metodologia sensata. Vou acompanhar, dando o meu melhor, para que eles criem filmes capazes de levar bola preta no Público...
No eléctrico 28, uma mulher decidiu entrar com uma cadelinha ao colo (não era tão pequena como isso, mas levava trela e ia ao colo). O azar foi o guarda-freio estar a entrar de turno e de ter sido admoestado pelo colega que levava o carro de "ser um fraco e de baixar as calças" diante dos problemas. Vá do homem embirrar com o cão e de querer pô-lo (a) e à dona na rua. Esta recusou-se invocando a lei. No eléctrico, as opiniões dividiam-se sendo a mais ouvida a de um jovem africano, que estava na hora de almoço e cheio de fome. E a de um reformado enérgico que berrava pedindo o número do decreto-lei e a explusão canídea. Quinze minutos e uma fila de carros depois, o polícia castigador ainda não tinha aparecido. Fui a pé para casa, mas suponho ter sido mais um exemplo do rigor maravilhoso de um funcionário diligente ("E se ele fizer porcarias é a senhora que vai limpar? Hã'!").
ps: se alguém souber o que diz a lei sobre o transporte de animais nos eléctricos, esclareça-me, já agora.
Ontem estive em tertúlia, para os lados de Santos. A coisa não correu mal. Lá fui encostado à parede com a acusação subentendida de que era impossível não escrever para o público "caso contrário não publicaria". Como se o acto de escrever se compadecesse com os destinos vulgares da coisa impressa. Enfim, opiniões.
ADEPTOS
Chegados a Inglaterra, alguns adeptos ingleses manifestaram a sua indignação pelo processo que conduziu à sua expulsão.
Um declarou que foi tratado de forma "repugnante", em Albufeira. Terá acrescentado mais tarde, já fora de campo: "mais de metade dos 200 litros de cerveja que me venderam vinha MORNA!!"
Outro estava ofendido por ter sido neutralizado pela polícia em dia de aniversário. Devo dizer que também considero isto um ultrage... Ao menos que lhe afinfassem as bastonadas ao ritmo de "Happy birthday, dear hooooliiiigaannn".
Chegados a Inglaterra, alguns adeptos ingleses manifestaram a sua indignação pelo processo que conduziu à sua expulsão.
Um declarou que foi tratado de forma "repugnante", em Albufeira. Terá acrescentado mais tarde, já fora de campo: "mais de metade dos 200 litros de cerveja que me venderam vinha MORNA!!"
Outro estava ofendido por ter sido neutralizado pela polícia em dia de aniversário. Devo dizer que também considero isto um ultrage... Ao menos que lhe afinfassem as bastonadas ao ritmo de "Happy birthday, dear hooooliiiigaannn".
ARTE
Aquando da detenção do grupo de alegados traficantes de droga, os jornalistas passaram a vida a chamar a atenção para o facto de um ser filho de uma ex-ministra e outra uma ex-mulher de futebolista.
Nem uma palavra sobre a criatividade artística dos polícias que escreveram "PSP" com barras de haxixe. Depois queixam-se da desumanização da polícia...!
Aquando da detenção do grupo de alegados traficantes de droga, os jornalistas passaram a vida a chamar a atenção para o facto de um ser filho de uma ex-ministra e outra uma ex-mulher de futebolista.
Nem uma palavra sobre a criatividade artística dos polícias que escreveram "PSP" com barras de haxixe. Depois queixam-se da desumanização da polícia...!
Subscrever:
Mensagens (Atom)